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Disforme |
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Disforme |
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O disforme define sua música como caótica, política e sem frescuras Quais influências sonoras, literárias , e etc ... que a banda tem para realizar este tipo de som?
Totalmente libertária para nós soa como algo bastante abrangente. Partindo dos próprios preconceitos e certas “regras” que muitas vezes nos deparamos dentro do cenário hardcore/punk. O termo é usado para nos classificar como uma banda “liberta” de rotulações. Com relação a estarmos cercados pelo capitalismo, bom, todos estamos no fim das contas, ninguém consegue viver como nômades pré-históricos. Buscamos passar em nossas músicas as conseqüências maléficas que esse sistema nos força a seguir. Bacana a pergunta. Uma vez estávamos discutindo sobre isso. É muito fácil falar de temas libertários para pessoas do meio, é muito simples falar sobre libertação animal e homofobia dentro do cenário hardcore/punk. Num país como o Brasil, infelizmente as pessoas não se interessam muito pelo que é diferente e marginal. Mas sempre que temos oportunidade tentamos divulgar nosso trabalho fora do meio, cada um de nós tem sua forma individual para isso, através de zines impressos (é o caso do Negrete), ou no boca a boca mesmo. Foi fundamental pro disco sair a ajuda do “Segundo” (TBNTB) de Goiânia, sem ele certamente não rolaria o disco “Mais Um Número”. O processo de gravação demorou bastante, quase 1 ano, o Segundo se interessou pelo som e nos lançou assim que terminamos a produção dos sons, dificuldades sempre tivemos, desde que o Negrete entrou pra banda e assim nos firmamos, temos os mesmo problemas que qualquer banda independente tem, falta de apoio, falta de espaço pra mostrar o trabalho etc. (risos...) Essa letra foi feita por uma mina da periferia de Brasília, alguns conhecidos já sofreram esse tipo de preconceito por ser “diferente” do padrão que todos os pais desejam que seus e suas filh@s namorem. Confessamos que essa música a gente nem curte muito tocar, mas é real a letra, verídica! hahaha Na verdade não sabemos muito bem como lidar com isso. O único straight edge na banda é o Negrete, e por isso não sabemos se a cena straight edge gosta ou não do nosso som. Sabemos que aqui em Brasília a maioria dos straight edges não se identificam muito com o lado punk do hardcore o qual a Disforme se encaixa. O Negrete é uma das únicas pessoas em Brasília que tenta buscar esse lance de união entre straight edges e punks, e muitas vezes, paga caro por isso com tretas e coisas desagradáveis. O Disforme é uma banda que não foca um público específico, o som da banda é pra todos, independente se bebem ou não, se fumam ou não, se são punks ou não. Sem querer ser regionalista mas já sendo, Brasília sempre teve uma grande tradição em bandas no circuito underground. Hoje a cena é bastante forte, do metal ao punk há uma união jamais vista antes, não temos do que reclamar. Ano passado tocamos no evento underground mais tradicional da cidade chamado Caga Sangue Thrash, onde são reunidas geralmente bandas punks, hardcore e metal. Sem tretas, sem verdades absolutas e sem deuses! Aqui na cidade as mulheres na cena não são simplesmente as “namoradinhas dos caras das bandas”, são mulheres de atitude e autonomia. Acho que a força feminina no hardcore é de extrema importância pra cena como um todo. Já se foi dito em tempos remotos que a agressividade do hardcore não tinha nada a ver com garotas, mas hoje os tempos são outros e compartilhamos na mesma agressividade que os garotos, estamos firmes na cena! Mulheres como a Valéria (The Insült), Adriana (Terror Revolucionário) e Amändix (Murro no Olho) além de serem grandes amigas são garotas que estão aí representando a força feminina. Tainara foi a idealizadora e fundadora da banda em 2005, depois de convidar Petrônio, Marcelo e Danilo eles começaram a ensaiar e o nome foi baseado na idéia de fazer um hardcore sem forma, “tupá tunpã” sem classificação, daí veio o nome. Ano passado nós fomos pra SP e fizemos 2 shows que seria pra divulgar o CD, no momento não estamos com nada programado a não ser gravar algum material no fim de 2009. MySpace: www.myspace.com/disformedf |
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