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POP ART
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Body Art

Neia Assis

Pop Art (Arte popular)

Os artistas na década de 1960 defenderam uma arte popular (pop) que se comunicaram diretamente com o público por meio de signos e símbolos retirados do imaginário que cerca a cultura de massa e a vida cotidiana. A defesa do popular traduz uma atitude artística contrária ao hermetismo da arte moderna. A pop art, nesse sentido, se coloca na cena artística que tem lugar em fins da década de 1950 com um dos movimentos que recusam a separação arte/vida. E o faz em um de seus traços característicos: pela incorporação das histórias em quadrinhos, da publicidade, das imagens televisivas e o cinema. Lawrence Alboway

Uma das primeiras, e mais famosas relacionadas o crítico britânico Lawrence Alloway (1926-1990) chamaria de art pop é a colagem de Richard Hamiltom (1922). O que extremamente torna os lares de hoje tão diferentes, tão atraentes? De 1956. A composição de uma cena doméstica é feita com o auxilio de anúncios tirados de revistas de grande circulação. Nela um casal se exibe com (e como) os atraentes objetos da vida moderna: televisão, aspirador de pó, enlatados, produtos em embalagens, etc. Os anúncios são descolados de seus contextos e transpostos para a obra de arte, mas guardam a memória de seu lugar original. Ao aproximar arte e design comercial, o artista borra, propositadamente, as fronteiras entre arte popular, ou entre arte elevada e cultura de massa.

A nova atenção concedida aos objetos comuns e a vida cotidiana encontra seus precursores na anti-arte dos dadaístas e surrealistas. Os artistas norte-americanos tomam ainda como referência certa tradição figurativa local: as colagens tridimensionais de Robert Rauschenberg (1925-2008) e as imagens planas e emblemáticas de Jasper Jhons (1930), que abre a arte para a utilização de imagens e objetos inscritos no cotidiano. No trato desse repertório plástico específico não se observa a carga subjetiva e o gesto lírico-dramático, característicos do expressionismo abstrato que, aliás, a arte pop comenta de forma paródica em trabalhos como Pincela, (1965) de Lichenstein.

No grupo norte-americano o nome de Wesselmann liga-se as naturezas-mortas compostas de produtos comerciais, Lichtenstein, aos quadrinhos-Whaam!, (1963) e Oldemburg, mais diretamente as esculturas: Duplo Hambúrguer,(1962).

A multiplicação das imagens enfatiza a idéia de anonimato e também o efeito decorativo. A imagem destacada e reproduzida mecanicamente, com o auxílio do silkscreen, afasta qualquer vestígio do gesto do artista. A celebração da riqueza e da fama convive, a partir de 1963, co as tragédias, com a violência racial e das guerras (da guerra fria, do Vietnã). Data desse período Levante Racial Vermelho 1960, e Cadeira Elétrica, 1964.

No Brasil, sugestões da arte pop foram trabalhadas na década de 1960 por Antônio Dias (1944)- “Querida, você está bem?”, 1964,” Nota sobre a morte imprevista”, 1965, e “Mamãe quebrei o vidro”, 1967, entre outros. No entanto a incipiente proliferação no Brasil dos meios de comunicação de massa, na década de 1960, leva, esses artistas a aproximar técnicas da arte pop (silkscreen e alto-contraste) a temas engajados politicamente.

 


 

 

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