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Perguntas: Cremogema
Nos entraves do cenário carioca, em 2005 surgiu o Residus, o que ganhou de aprendizado nestes 3 anos ?
George: Primeiramente, nós gostaríamos de agradecer pela oportunidade e apoio ao Residüs! Bom, temos pouco tempo de banda, porém o que ganhamos foi experiência e evolução em cada show ou lugar que tocamos, já que em cada música nova que produzimos é notável a evolução! A principio era apenas um projeto cover, em que momento decidiram ser realmente uma banda? George: Velho, começamos como uma banda que tocava apenas em reuniões de cachaçadas e churrascos toscos com amigos, só tocando covers;depois começamos a escrever letras próprias e aí veio o 1° show em um bar no qual tocamos com algumas bandas e entramos no evento por acaso , o pessoal gostou e daí vieram mais oportunidades, logo passamos à levar o negócio mais à sério.Creio que de primeira aconteceu tudo por acaso!
3- Qual a experiência adquirida com a primeira demo lançada? George: Sobre o nosso 1°material, tínhamos várias músicas próprias após muitos ensaios, então lançamos a demo ensaio “Ao vivo totalmente abafado” com uma produção precária porém audível na sala do nosso antigo baterista com apenas um microfone do computador captando tudo. Gravamos tudo no mesmo dia e decidimos divulgar a bagaceira para molecada. O pessoal gostou e isso foi gratificante para nós! Influências ? George: Cara, influências são muitas: eu e o Giovani (G) ouvimos bastante Death Metal , Crossover, Grind e HC 80’s e 90’s; o nosso batera atual , Argron, curte Thrash e HC; e nosso baixista Bujão é o ‘porra louca’ da família. Nossas influências vêm dessa mistura toda, mas poderia destacar bandas como: Extreme Noise Terror, R.D.P, D.R.I, Suicidal Tendencies,entre outras. Principal característica do cenário carioca? George: Nós somos do interior do estado, e em minha opinião a principal característica da nossa região é a persistência. É claro que existem pessoas acomodadas e oportunistas (como em qualquer lugar), mas vejo que muitas pessoas envolvidas com a cena passam por cima dos inúmeros obstáculos e tentam da melhor forma possível fazer a sua parte, mantendo a cultura underground viva de alguma maneira. Qual o motivo de não procurar um substituto para o Cebola em razão de sua saída, tornando-se assim um quarteto ? George: Bom, o guitarrista Cebola saiu da banda devido não compartilhar com os ideais da mesma. Não comparecia nos ensaios, não ouvia o tipo de som que nós ouvimos, enfim....
7- Bate e volta: 4 bandas nacionais: Ratos de Porão; Facada; Corpse Grinder; Violator Como você avalia a divulgação do novo trabalho “promo 08”, realizado neste ano que já se finda? George: Na medida do possível está sendo boa, e vem sendo feita através de nossos shows em nossa cidade (Campos/RJ) e em cidades vizinhas e através de troca de material com outras bandas.
Já dividiram palco com bandas ilustres do cenário nacional como Possuído pelo cão, Korzus e M.D.R, qual a experiência destes eventos com esta bandas ?
George: Foi um grande prazer tocar ao lado destas fudidas bandas de nosso cenário e a gente aprende muita coisa com certeza, pois a cada show que tocamos procuramos ter melhor postura de palco e sermos mais humildes. Porém, se nós tocamos com alguma banda que seja ‘escrota’ e acha que é ‘a foda da parada’, fingimos que nem a conhecemos e tocamos nosso barco pra frente. Você acredita que falta hoje estrutura em eventos undergrounds do “faça você mesmo” ?
George: Com toda certeza falta apoio e respeito principalmente com nossas bandas, sejam elas Punk, Hardcore, Crust, Grind, Thash, Death, Black Metal, etc. Quais os planos para 2009? George: Nossos planos pra 2009 são lançar um novo material mais profissional, seja Split ou só nosso, fazer mais e mais eventos toscos, viajar para outros lugares do Brasil e beber muita cana com os brothers que sempre nos apóiam hehehe. Algum integrante tem projetos paralelos? George: Sim, o Bujão (B) toca numa banda chamada Hope junto com o nosso batera Argon, e este também tem uma banda de death/thrash com nosso guitarrista Giovane chamada Matasanto. Qual a profissão dos integrantes? Você acredita que é possível viver fazendo hardcore?
George: Bem, Giovane (G) faz Design, Bujão faz Biologia, Argron trampa numa Cerâmica (olaria), e eu sou Pedreiro. Apesar de existirem milhares de bandas nos dias atuais, selos, eventos, distros, gravadoras, etc, acredito que o caminho ainda é estreito para se viver 100% fazendo Hardcore. Nos anos 70 e 80 era algo novo formar uma banda (apesar as inúmeras dificuldades), porém era uma espécie de ‘moda’ na época, então um selo logo ‘crescia o olho’ quando aquela banda X ou Y criava nome na cena. Sei que as dificuldades existiam naquela época mas tudo era novidade, e veja hoje, como já foi dito existem milhares de bandas, muitas que merecem lançar um cd e viver fazendo o que gostam e que estão na estrada há anos batalhando a cada dia sem uma oportunidade, é foda cara! Mensagem da banda : George: Desejamos força com o vosso trabalho de divulgação do underground que é o Cultura Em Peso e agradecemos o apoio dado ao Residüs nesta fudida entrevista! Nos vemos em algum evento por aí! Contatos: |
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